24/05/2006 - 21h00
Redação: Márcia Braga
Crianças e adolescentes se apaixonam pela arte circense
 

Depois de três meses de atividades, os alunos do projeto Esporte, Convívio e Arte mostram o que aprenderam e assistem a vários shows protagonizados pelos seus professores. É a arte e a cultura invadindo as escolas da periferia. O projeto é da Prefeitura de Montes Claros, realizado pela Associação de Promoção e Ação Social (Apas) e secretarias municipais de Cultura e de Esporte, em parceria com a Unimontes.

Dentro do Esporte, Convívio e Arte, outro projeto - Arte e Convívio - atende a um total de 1300 crianças e adolescentes, de nove centros de convívio. São alunos que freqüentam as escolas da AABB, no Planalto; Elói Lopes, no Village do Lago; Raimundo Neto, no Chiquinho Guimarães; Menor do Renascença, Luizinha Soares, da Vila Atlântida; Ciame dos Santos Reis; Domingos Lopes, da Vila Oliveira; Curumim, da Vila Exposição; e Centro de Convívio do Esplanada.

Durante os últimos três meses, crianças e adolescentes trabalharam práticas circenses, conheceram música de circo, vocabulário e a história do circo no Oriente e no Ocidente, além de malabarismos, maquiagem, clon, acrobacias e esquetes para palhaços. Os coordenadores das aulas são alunos do curso de Artes Cênicas da Unimontes e atores do grupo Olho de Gato.

Na última terça-feira (23), houve apresentação da primeira temporada no salão da AABB. Elas continuam até o dia 20 de junho, sempre em um local diferente. Todos os centros de convívio serão visitados.

Emoção com o circo

Nesta primeira apresentação, alunos emocionados acompanhavam todas as evoluções. Maria Fernanda Souza Vieira, 10 anos de idade e aluna da Escola Quita Pereira, disse que além de se divertir estava aprendendo a gostar e a entender o circo. O que mais deseja hoje é conseguir fazer "aberturas". Ela se refere ao spacatte, que os malabaristas praticam, que é a abertura total das pernas, que exige flexibilidade e concentração.

Samuel Pereira Fernandes, 14 anos de idade, estudante da Escola Alcides Carvalho, não conseguia disfarçar a emoção. "Eu gostei de tudo, estou sem palavras. Achei a capoeira e as pernas-de-pau muito legais", diz ele.

Outra apaixonada pelo malabarismo é Nayanna Gonçalves, de 15 anos de idade e estudante da escola Filomeno Ribeiro, no Esplanada. "Eu queria aprender mais sobre as aberturas de pernas. Achei tudo muito bom, eles nos ensinaram muito sobre o circo", diz a estudante.

Para a coordenadora dos acadêmicos de Artes Cênicas da Unimontes, Miriam Walderez, a maior importância é que os centros de convívio atingem os pré-adolescentes e adolescentes, e o circo tem a característica do desafio. "Houve uma resposta imediata e conseguimos descobrir talentos, muitos nem sabiam que estavam se revelando", avalia a professora.

"Dentro dos propósitos de descentralização dos projetos da Secretaria Municipal de Cultura, o Esporte, convívio e Arte se tornou uma das principais atividades orientadas para o atendimento a crianças e adolescentes em oficinas de arte-educação, focadas no conceito da convivência e no crescimento de sua auto-estima", explica o secretário João Rodrigues.

Fotos: Marlene Bastos

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