| Depois
de três meses de atividades, os alunos do projeto Esporte,
Convívio e Arte mostram o que aprenderam e assistem
a vários shows protagonizados pelos seus professores.
É a arte e a cultura invadindo as escolas da periferia.
O projeto é da Prefeitura de Montes Claros, realizado
pela Associação de Promoção e
Ação Social (Apas) e secretarias municipais
de Cultura e de Esporte, em parceria com a Unimontes.
Dentro
do Esporte, Convívio e Arte, outro projeto - Arte e
Convívio - atende a um total de 1300 crianças
e adolescentes, de nove centros de convívio. São
alunos que freqüentam as escolas da AABB, no Planalto;
Elói Lopes, no Village do Lago; Raimundo Neto, no Chiquinho
Guimarães; Menor do Renascença, Luizinha Soares,
da Vila Atlântida; Ciame dos Santos Reis; Domingos Lopes,
da Vila Oliveira; Curumim, da Vila Exposição;
e Centro de Convívio do Esplanada.
Durante os últimos
três meses, crianças e adolescentes trabalharam
práticas circenses, conheceram música de circo,
vocabulário e a história do circo no Oriente
e no Ocidente, além de malabarismos, maquiagem, clon,
acrobacias e esquetes para palhaços. Os coordenadores
das aulas são alunos do curso de Artes Cênicas
da Unimontes e atores do grupo Olho de Gato.
Na última terça-feira
(23), houve apresentação da primeira temporada
no salão da AABB. Elas continuam até o dia 20
de junho, sempre em um local diferente. Todos os centros de
convívio serão visitados.
Emoção com o circo
Nesta
primeira apresentação, alunos emocionados acompanhavam
todas as evoluções. Maria Fernanda Souza Vieira,
10 anos de idade e aluna da Escola Quita Pereira, disse que
além de se divertir estava aprendendo a gostar e a
entender o circo. O que mais deseja hoje é conseguir
fazer "aberturas". Ela se refere ao spacatte, que
os malabaristas praticam, que é a abertura total das
pernas, que exige flexibilidade e concentração.
Samuel Pereira Fernandes,
14 anos de idade, estudante da Escola Alcides Carvalho, não
conseguia disfarçar a emoção. "Eu
gostei de tudo, estou sem palavras. Achei a capoeira e as
pernas-de-pau muito legais", diz ele.
Outra apaixonada pelo malabarismo
é Nayanna Gonçalves, de 15 anos de idade e estudante
da escola Filomeno Ribeiro, no Esplanada. "Eu queria
aprender mais sobre as aberturas de pernas. Achei tudo muito
bom, eles nos ensinaram muito sobre o circo", diz a estudante.
Para
a coordenadora dos acadêmicos de Artes Cênicas
da Unimontes, Miriam Walderez, a maior importância é
que os centros de convívio atingem os pré-adolescentes
e adolescentes, e o circo tem a característica do desafio.
"Houve uma resposta imediata e conseguimos descobrir
talentos, muitos nem sabiam que estavam se revelando",
avalia a professora.
"Dentro dos propósitos
de descentralização dos projetos da Secretaria
Municipal de Cultura, o Esporte, convívio e Arte se
tornou uma das principais atividades orientadas para o atendimento
a crianças e adolescentes em oficinas de arte-educação,
focadas no conceito da convivência e no crescimento
de sua auto-estima", explica o secretário João
Rodrigues.
Fotos: Marlene Bastos
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