18/11/2009 -
Secom-
Texto: Eduardo Brasil Fotos:


Grupo Galpão abre a Festa do Pequi

Espetáculo de rua visto por milhares de pessoas no Brasil chega a Montes Claros

Os montes-clarenses terão um momento especial na abertura da XIX Festa Nacional do Pequi: o consagrado Grupo Galpão que está de volta a cidade, com um de seus espetáculos mais surpreendentes,“Till, a saga de um herói torto”. O trabalho marca o retorno ao teatro de rua, com a representação popular, a peça será apresentada ao ar livre, na Praça da Matriz, às 20h30.

Com direção de Júlio Maciel, cenário e figurinos de Márcio Medina e direção musical de Ernani Maletta, o espetáculo narra um dia, na eternidade, quando o demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till.

ANTI-HERÓI
Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas. Um personagem, aliás, que tem parentesco com outros tipos de culturas, a brasileira, por exemplo: se assemelha muito ao personagem Macunaíma, de Mário de Andrade.

Vivendo em um país miserável, povoado de personagens grotescos e espertalhões, logo de início, Till é abandonado em meio ao frio e à fome, e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga, cheia de “presepadas e velhacarias”.

MUNDO FANTÁSTICO
Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a redenção, sonhando alcançar as torres de Jerusalém e salvar o Santo Sepulcro das mãos dos infiéis.
Num mundo em que é cada vez mais marcante a presença dos excluídos e dos desprovidos de qualquer suporte material, a parábola das aventuras do anti-herói Till torna-se de uma atualidade inquietante.

Para o Grupo Galpão, atuar novamente nas ruas é importante por ser um espaço que serve à democratização da arte e do teatro. “As ruas nos trazem desafios de como apresentar o espetáculo para um público amplo e sem restrições de idade, classe social ou formação intelectual”, afirma Eduardo Moreira, integrante do Galpão.

 

 
 
 

 

 

 

 
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